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domingo, 22 de outubro de 2017

Roma, a Cidade Eterna!

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O poeta romano Rutilo Namatiano escreveu certa vez "Enumerar as glórias de Roma é como contar as estrelas do céu", e, de fato, as incontáveis histórias de Roma, assim como sua inigualável história e mistérios, são o que faz dela indiscutivelmente, a Cidade Eterna.

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Rômulo e Remo
Segundo a tradição, teria sido fundada por dois irmãos, Rômulo e Remo, no oitavo século antes de Cristo. Filhos de uma princesa de Alba Longa, despojada de sua posição nobre por um tio usurpador, teriam sido jogados para a morte no rio Tibre, ainda bebes. Por interferência dos deuses, foram encontrados e amamentados por uma loba, possibilitando a sobrevivência das crianças que, posteriormente foram encontradas por um pastor e criados como plebeus. Ao atingirem a idade adulta, já cientes de sua origem nobre, invadem Alba Longa, restituem seu avô no trono e partem para a fundação de Roma. Desentendimentos sobre o local da nova cidade, porém, colocam os irmãos em rota de colisão e acabam por determinar a morte de Remo por Rômulo que se torna o primeiro rei da cidade. 

Não se sabe o que é fato e o que é lenda nas primeiras histórias sobre Roma. O que é certo é que por mais de dois mil anos a cidade foi o centro do poder na porção ocidental do planeta, marcando indelevelmente a forma de pensar de nossa sociedade. 


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A riquíssima história da cidade, sede do império mais longevo já estabelecido pela humanidade e da religião que mais influenciou o comportamento de boa parte da população do planeta, nos deixou um enorme legado que, em pouco tempo, é bastante difícil conhecer. Para que se possa percorrer de forma satisfatória todos os pontos de destaque da cidade, seriam necessários muitos meses, talvez anos... Por isso iremos destacar apenas os principais, aqueles que não podem ser deixados de lado por ocasião de sua visita.


Roma, turismo, viagem internacional, agência de viagens, Império romano, Militur, agência de viagens Porto Alegre, fórum romano, capela sistina, VaticanoO Vaticano - desde 1377 tem sido a residência dos pontífices da Igreja Católica, intercalando com algumas estadas no palácio do Quirinal. Antes da transferência da corte papal para Avignon (1309 - 1377) a sede do Papado era Laterano. Em 11 de fevereiro de 1929, por intermédio do Tratado de Laterano, assinado entre Benito Mussolini e a Santa Sé, o Vaticano passa a ser um Estado independente, sob a autoridade inviolável do Papa. Dentre os principais pontos a conhecer no Vaticano, destacam-se a Basílica de São Pedro e os Museus Vaticanos.


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A Basílica de São Pedro, em sua configuração atual, foi mandada construir por Júlio II, papa renascentista da família Della Rovere. O projeto foi desenvolvido pelo arquiteto Bramante, mas a construção da grandiosa obra arquitetônica se estendeu por 176 anos, demandando diversos profissionais e alterações nos planos originais, incluindo contribuições de Antônio Sangallo e Michelangelo. Em frente à catedral se estende a Praça São Pedro, dominada por duas séries de colunas semicirculares, projetadas por Bernini em 1660. No centro da praça encontra-se o Obelisco Vaticano - uma relíquia egípcia com cerca de 4.000 anos, mandada trazer a Roma por ordem do imperador Augusto. Durante mais de 1.500 anos foi o local de guarda das cinzas de Júlio Cesar. Em 1586 o obelisco foi ornado com uma cruz, representando a vitória de Cristo sobre as crenças pagãs. 

Os Museus Vaticanos constituem um conglomerado de renomadas instituições culturais da Santa Sé, que abrigam extensas e valiosas coleções de arte e antiguidades colecionadas ao longo dos séculos pelos diversos pontífices romanos. Além destas instituições relativamente independentes entre si, das quais algumas possuem também subseções mais ou menos autônomas. O grande destaque dos Museus Vaticanos é a Capela Sistina, mandada realizar pelo Papa Sisto IV. Suas pinturas revelam o gênio de diversos artistas, com destaque para o teto, pintado por Michelangelo entre os anos de 1508 e 1512, para o desespero do artista, que se considerava um pintor medíocre. Na verdade, neste período, Michelangelo se dedicava à construção do mausoléu de Júlio II, obra inacabada da qual resta a estátua de Moisés. 

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Capela Sistina

Roma, turismo, viagem internacional, agência de viagens, Império romano, Militur, agência de viagens Porto Alegre, fórum romano Castel Santangelo - construído ainda na antiguidade para servir de sepulcro ao imperador Adriano e sua família, este castelo teve, ao longo de sua história diversas outras destinações, incluindo prisão, tendo como um de seus encarcerados mais ilustres o filósofo Giordano Bruno. Rebatizado  de Castel Santangelo, o antigo mausóleo de Adriano passou a ser uma fortaleza para a proteção dos papas em conturbados momentos da Idade Média, servindo também de caixa-forte para a guarda do tesouro da Igreja. Atualmente abriga um museu e antigos aposentos papais.


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Foro Romano - na antiguidade o Foro era a praça cercada por basílicas, templos e monumentos onde se desenrolava a vida civil da cidade. A área onde originariamente foi construído caracterizava-se por ser insalubre e impraticável, em virtude dos inúmeros cursos d'água que a atravessavam. No reinado de Prisco (616 - 579 a.C.) foi realizado complexo trabalho de drenagem com a construção da cloaca massima, possibilitando o aproveitamento da zona de talvegue das colinas da região. Aliás, uma das lendas que explicam a origem do nome da cidade faz alusão a estas colinas, sete ao total, que no idioma de então eram designadas rumas...


Roma, turismo, viagem internacional, agência de viagens, Império romano, Militur, agência de viagens Porto AlegreO Coliseu é a mais conhecida arena de gladiadores do mundo e um símbolo de Roma. Erguido como Anfiteatro Flaviano, passou a ser chamado como hoje é conhecido provavelmente em virtude de uma estátua gigantesca de Nero que existia nas imediações, chamada de Colosso. Sua construção foi iniciada no ano de 72 por Vespasiano e concluída por seu filho Tito, ambos da dinastia dos Flávios. Considera-se como motivação para sua construção a vitória sobre as revoltas judaicas que resultaram na expulsão dos judeus de suas terras ancestrais e na destruição do Templo de Salomão. Tinha a capacidade de 50 mil espectadores confortavelmente instalados, representando uma das mais geniosas obras da antiguidade. Apresentava um sistema de cobertura removível que mantinha seus frequentadores protegidos da chuva ou dos rigores do sol. Além disso, podia ser inundado, possibilitando a representação de batalhas navais, além das habituais lutas entre gladiadores, espetáculos com feras e, eventualmente, sacrifícios de cristãos.


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Márcio Amaro
Praça São Pedro - Vaticano
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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Enfim, Veneza...


Veneza

Veneza é uma cidade no nordeste da Itália situada sobre um grupo de 117 pequenas ilhas separadas por canais e ligadas por pontes. Ela está localizada na pantanosa Lagoa de Veneza, que se estende ao longo da costa entre as bocas dos rios Po e Piave. Veneza é famosa pela beleza de sua arquitetura e obras de arte. Uma parte da cidade está listada como um Patrimônio Mundial, juntamente com a sua lagoa.

Distritos de Veneza: SestieriA cidade seduz seus visitantes há séculos, com sua graça e beleza incomuns, em um incrível cenário cercado de água e recortado por canais. Estima-se que existam 3 mil vielas que se estendem por 192 Km divididos em seis distritos ou sestieri; três a oeste do Canal Grande (San Polo, Dorso Duro e Santa Croce) e três a leste (San Marco, Castello e Cannaregio). Cada um deles oferece atrações imperdíveis e encantos que devem ser aproveitados com calma e bom planejamento.

Não encontram-se conservados registros confiáveis acerca da fundação da cidade contudo, a teoria mais aceita refere-se a um grande incremento populacional advinda com as sucessivas invasões germânicas a partir do 4º século de nossa era. Populações de cidades ameaçadas como Pádua, Altino e até mesmo de Roma, teriam buscado refúgio em uma aérea alagada, parcialmente insalubre e habitada por poucos pescadores pobres. 
Estas características pouco atrativas, porém, não foram suficientes para que a cidade fosse poupada de sucessivas invasões e saques, incluindo o realizado por Átila, o lendário rei huno.

Gôndolas
A cidade apresenta características incomuns determinadas por sua posição geográfica. Em sua porção insular o tráfego de veículos é impossível, fazendo com que o principal meio de transporte utilizado seja os diversos barcos que cruzam os canais. Aliás, uma das charmosas atrações turísticas de Veneza são justamente as famosas gôndolas. Mas o charme costuma ter um custo que nem sempre (ou quase nunca) é barato. Existem cerca de 430 gondoleiros habilitados em Veneza. O preço do passeio costuma ser tabelado e relativamente caro.

O distrito de San Marco é o mais famoso da cidade e onde se encontram os principais pontos turísticos, como a Piazza de San Marco, a Basílica e o Palácio Ducal. Por mais de 10 séculos, Veneza foi uma república na qual o Doge (Duque) era normalmente escolhido entre os cidadãos mais velhos das principais famílias da cidade. O título, apesar de vitalício, não era hereditário. O Doge desfrutava de imenso poder mas era proibido de abandonar o complexo do palácio, tornando-se, de certa forma, um prisioneiro da cidade.
O último Doge abdicou em 1797, por ordem de Napoleão Bonaparte, interrompendo uma tradição que perdurava mais de mil anos.

Palácio dos Doges Imagem relacionada

A Basílica de San Marco foi fundada em 832 com o propósito de guardar os restos mortais de São Marcos Apóstolo, roubados de Alexandria quatro anos antes por mercadores venezianos. O prédio original, contudo, foi destruído por invasores bárbaros. A igreja que hoje podemos visitar data de 1094 tendo sido, ao longo de quase mil anos, importante local de guarda de inúmeros tesouros e valiosíssimas obras de arte.
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Outro ponto turístico bastante visitado em Veneza é a famosa ponte dos Suspiros. Apesar do nome sugestivo e da beleza do local onde se encontra, a motivação de seu batismo não é nem um pouco romântica. Sua destinação era ligar o Palácio Ducal à Prigionni Nova, primeiro prédio do mundo construído para o fim específico prisional. 
O condenado era conduzido para o julgamento pelo Duque e posteriormente recolhido à prisão, onde provavelmente passaria o resto de seus dias. A caminho do martírio, passando pela ponte, tinha a oportunidade de vislumbrar o mundo exterior pela última vez, soltando seu derradeiro suspiro. 
Ponte dos Suspiros
Ponte dos Suspiros
    
  Além de sua beleza peculiar que atrai milhares de turistas a cada ano, a cidade de Veneza se carateriza também por possuir uma variada vida cultural, oferecendo diversas opções de palácios e museus para serem visitados, festivais de música de diversos gêneros, além de várias igrejas renascentistas com importantes coleções de obras dos mais importantes mestres da pintura universal. 

Cristais de Murano
Loja de Cristais em Veneza
O comércio variado apresenta diversas opções de lojas das grandes marcas europeias mas estão disponíveis também diversas lojas populares que se dedicam a oferecer produtos baratos para os turistas. Dentre estes se destacam os famosos cristais de Murano, uma ilha próxima ao centro de Veneza, que se especializou no trabalho artesanal com vidro. 



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Márcio Amaro
Canais de Veneza
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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A Emilia-Romagna

Campos de Girassol

A Emilia-Romagna é uma região do norte da Itália localizada entre a Toscana e Vêneto. Desta forma, caso o viajante opte por ir de Florença a Veneza de carro, por exemplo, vale muito a pena realizar algumas paradas no caminho, desfrutando das belezas desta região.
É composta pela união de duas regiões históricas: a Emilia, que compreende as províncias de Placência, Parma, Reggio, Módena, Ferrara e Bolonha e a Romanha, com as restantes províncias de Ravena, Rimini e Forlì-Cesena.
A região também se destaca por abrigar alguns dos mais famosos produtores de carros da Itália entre os quais, Ferrari, Lamborghini, Pagani, Maserati e Ducati possuem fábricas nesta região, sendo que alguns deles contam com museus, lojas e cafés ligados à marca.
Como toda a região italiana, a Emilia-Romagna se destaca por lindas paisagens e cidades encantadoras cheias de história e cultura. Destacaremos três destinos imperdíveis para aqueles que se aventurarem por esta linda porção da Itália:

1) Bologna

Bologna

Bolonha é a capital e maior cidade da Emilia-Romagna. Cidade universitária animada e cosmopolita italiana, com espetacular história, arte, culinária peculiar, música e cultura, possui cerca de 390 000 habitantes. É a sétima maior cidade em termos de população na Itália e o coração de uma área metropolitana de grande importância para o país.


BolonhaExistem registros históricos de que há 2.500 já existia um assentamento etrusco no local onde hoje é Bolonha. No século II a.C. constituía uma colônia romana. Com a queda deste império, passou a pertencer ao Império Bizantino, submetida a Ravena. No século XII era uma cidade independente e muito próspera. Em 1506 esteve sob controle papal. Entre 1796 e 1815, Bolonha foi ocupada por Napoleão Bonaparte; posteriormente, até 1859, pertenceu aos Estados Pontifícios. Durante o período monárquico era um centro republicano emblemático. O princípio da república foi caracterizado pela reconstrução de Bolonha, bastante afetada pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial.

2) Ferrara

Ferrara

Ferrara é uma comuna italiana da região da Emilia-Romagna cuja origem ainda permanece incerta. Uma das primeiras referências à cidade data do século VIII, em escrito de Astulfo, rei dos lombardos, como subordinada à Ravena. O feudo esteve sujeito a diversas posses durante toda a Idade Média sem, contudo, chegar a ocupar posição de relevância. 
No século XIII, sob influência papal, a família d'Este assume o poder na cidade, na pessoa de Obizzo II d'Este.

No princípio da Idade Moderna, ainda por intervenção de Roma, Ferrara é elevada a posição de ducado, permanecendo sob a liderança da família d'Este que passa a desenvolver seus domínios, no contexto das disputas constantes entre os diferentes mini-estados que caracterizavam a política descentralizada da Itália. 

Palácio EstenseO desenvolvimento político no período da Renascença fez surgir também um profundo sentimento artístico que fez surgir uma escola com características próprias em Ferrara, tendo como principais representantes Francesco del Cossa e Cosme Tura.

Neste período conturbado, Ferrara viu-se envolta também em conflitos que envolviam os demais ducados da região, os Estados Papais, liderados pela Igreja Católica e até mesmo a França, cujo rei tinha pretensões dinásticas sobre Nápoles e outras regiões italianas. 

Viagens, turismo, roteiros internacionais, roteiros europeus, agência de viagens Porto Alegre, Militur Viagens, Emilia-Romagna, Bolonha, Ferrara, San MarinoCom o propósito de consolidar seu poder, Alfonso d'Este casa-se com Lucrécia Bórgia, filha do papa Alexandre VI. Com o apoio da Igreja, lança-se contra Veneza, derrotando a poderosa cidade inimiga. A substituição de Alexandre VI por seu inimigo della Rovere, papa Júlio II, determina a excomunhão do duque de Ferrara e a perda de considerável poder. Mas Alfonso e Lucrécia foram felizes no período em que desfrutaram do poder na cidade.

Em frente ao palácio edificado pelos d'Este na cidade, ainda pode ser vista a imagem de Jerônimo Savonarola, frade dominicano detrator da família do papa, como se estivesse eternamente a maldizer Lucrécia Bórgia e seu poderoso pai. 

3) San Marino

San Marino

San Marino não faz parte da Emilia-Romagna, aliás, nem pertence à Itália. Na verdade, a Sereníssima República de San Marino é um país independente, com cerca de 61 Km² e uma população de 30.000 habitantes. Estando completamente encravado no território italiano, se encontra a pouco mais de 130 Km de Bolonha, valendo muito a pena a visitação a partir desta ou de outra cidade da região.

San MarinoA história reconhece San Marino como o mais antigo Estado-nação ainda existente. Segundo a lenda, foi fundado por um construtor cristão da Dalmácia em 3 de setembro de 301, enquanto estava encarregado de reconstruir as proteções de Rimini, que haviam sido destruídas por piratas. 

Por cerca de 17 séculos, San Marino tem conseguido manter sua independência, tendo resistido a diversos períodos conturbados em especial durante o medievo. Hoje o país se apresenta como um dos estados de maior renda per capita da Europa, com uma economia baseada no turismo, em serviços bancários, produtos eletrônicos e em pequena produção agrícola, baseada em cereais e vinhas.

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domingo, 27 de agosto de 2017

O Inigualável Charme de Florença

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Catedral de Santa Maria del Fiori


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David, de Michelangelo
Florença é um município italiano, capital e maior cidade da região da Toscana. A cidade foi o berço do Renascimento cultural ocorrido a partir do século XV na Itália. Foi também, durante muito tempo, considerada uma das capitais da moda e está inclusa no seleto rol das cidades mais belas do mundo.
Seu poder foi consolidado ao longo do medievo e no início da Idade Moderna, em um período no qual os conflitos internos varriam a Itália e a instabilidade política era a principal marca. Apesar das guerras causadas por constantes disputas de poder entre famílias nobres e posteriormente entre nobres e burguesia, a Florença renascentista foi a base de uma revolução intelectual que marcou todos os séculos posteriores, sendo reconhecido como um dos fenômenos mais profícuos da ciência e em especial das artes para a humanidade.

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Ponte Vechio
A partir do princípio da era Moderna o poder em Florença esteve nas mãos da poderosa família Medici que, apesar de não possuir originariamente sangue nobre, soube conquistar sua posição de mando a partir da gestão de um banco de investimento o qual, por intermédio de corrupção e negócios escusos, foi feito banco oficial da Igreja Católica. Com a subida ao poder em Florença, os Medici se tornaram uma das famílias mais poderosas da Europa, através de alianças e casamentos. Desta forma, além do estabelecimento do Ducado, desempenharam funções importantíssimas com três papados e duas rainhas da França. Os Medici foram também grandes patronos das artes e pretendiam, com o investimento em diversos artistas, demonstrar seu poder e a riqueza de sua cidade. As obras financiadas pela família hoje encantam milhões de turistas que visitam a cidade a cada ano.
Os principais pontos turísticos a serem visitados em Florença:

1) Catedral de Santa Maria del Fiori

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Campanário de Giotto
Localizada na Piazza del Duomo, no centro histórico da cidade, é o maior monumento de Florença e uma das maiores igrejas da Europa. Sua construção iniciou em 1296 sob um projeto de Arnolfo di Cambio. Em 1334, após três décadas de interrupção em virtude da morte de Cambio, foi contratado o mestre Giotto di Bondone, o qual, sabendo que não dispunha de muito tempo - ele morreria três anos mais tarde - concentrou-se na construção do campanário, conhecido como campanile di Giotto. O projeto original previa uma altura de 115 metros para a torre sineira, mas a falta de base para a estrutura limitou sua dimensão aos 84,75 metros atuais. Uma antiga lenda afirma que Giotto teria morrido de tristeza em virtude deste erro de execução da obra.

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Duomo de Bruneleschi

A porção mais impressionante da igreja porém, é sua imensa cúpula (duomo). Construída sob projeto de Fellippo Brunelleschi, a partir de 1434. Foi a primeira cúpula de grandes dimensões construída na Itália desde a antiguidade, sobre uma enorme base octogonal e contendo duas estruturas concêntricas que dissipam o peso entre si. A tecnologia para a construção foi totalmente desenvolvida pelo arquiteto florentino que adquiriu grande fama por seu feito.

2) Palácio Pitti

O sucesso na construção da cúpula do Duomo de Florença garantiu a Fellippo Bruneleschi mais um grande projeto. Ele foi responsável por edificar um agrande palácio para a família Pitti, cujo patriarca, Lucca Pitti, havia acumulado grande fortuna operando como banqueiro.
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Palácio Pitti
Por ser um dos primeiros palácios da era moderna, esta construção apresentou modificações quanto às estruturas até então utilizadas nos castelos do medievo, particularmente quanto às questões defensivas. Ao invés de torres com fendas que permitiam o lançamento de flechas e poços para impedir o acesso, as paredes apresentam uma enorme espessura, garantindo uma certa resistência a tiros de canhões, já bastante comuns no princípio da Idade Moderna.
Segundo divulgado posteriormente por artistas que trabalharam no palácio, Lucca Pitti fez apenas uma exigência: queria superar em tamanho e beleza a residência oficial dos Medici. Esta fixação na família mandatária, aliás, causou grande mal ao banqueiro. Ao ver frustrada sua pretensão de casar uma filha com o herdeiro Lorenzo di Medici (posteriormente conhecido como Il Magnifico), Pitti preparou-lhe uma emboscada que quase levou o jovem à morte. Preso e condenado, Lucca Pitti passou o resto de seus dias na cadeia, decretando assim a decadência da família. Em 1549 o palácio é vendido à família Medici, tornando-se residência oficial do Grão Duque da Toscana. 

3) Galeria degli Uffizi

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Galeria de Uffizi
O duque Cosmo I de Médici encomendou, ao famoso arquiteto Vasari, em 1560, uma edificação para reunir, em um só local, os escritórios (uffici) dos treze principais magistrados da cidade, então espalhados por diversos locais de Florença. Nessa nova edificação, o duque poderia, então, controlar os magistrados diretamente a partir do velho e contíguo Palazzo della Signoria, que havia sido transformado numa nova sede do governo, de acordo com o status de potência que a cidade alcançou após a conquista de Siena
Atualmente a construção abriga um dos mais antigos e famosos museus do mundo. Dividido em várias salas disponíveis para escolas e estilos em ordem cronológica, a exposição exibe obras do século XII ao século XVIII, com a melhor coleção do mundo de obras do Renascimento. Artistas como Cimabue, Caravaggio, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Andrea Mantegna, Ticiano, Parmigianino, Peter Paul Rubens, Rembrandt, Giovanni Battista Pittoni, Canaletto e Sandro Botticelli.

4) Palácio Vecchio

Palácio Vecchio
No final do século XIII, as autoridades da cidade de Florença decidiram construir um palácio de modo a assegurar uma eficaz proteção aos magistrados naqueles tempos turbulentos e, ao mesmo tempo, celebrar a sua importância. O desenho do palácio é atribuído a Arnolfo di Cambio, o qual começou a construí-lo em 1299. O edifício foi construído sobre as ruínas do Palazzo dei Fanti (Palácio dos Fanti) e do Palazzo dell'Esecutore di Giustizia (Palácio do Executor de Justiça), antes pertencente à família dos UbertiPassou a ser a sede da Signoria, ou do conselho citadino chefiado pelos Priores (entre os quais Dante Alighieri, em 1300), e do Gonfaloneiro de Justiça, uma via intermédia entre um prefeito e um chefe de governo, com um cargo que, no entanto, durava um período de tempo muito breve.
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O palácio atual é, porém, fruto de outras construções e ampliações sucessivas, levadas a cabo entre o século XIII e o século XVI. O Duque de Atenas iniciou a primeira modificação no período compreendido entre 1342 e 1343, dando-lhe o aspecto de uma fortaleza. Outras modificações importantes ocorreram entre 1440 e 1460 a mando de Cosme de Médici, com a introdução das decorações em estilo renascentista na Sala dei Dugento e no primeiro pátio de Michelozzo. O Salone dei Cinquecento (Salão dos Quinhentos) foi construído em 1494, durante a República de Jerônimo Savonarola, padre dominicano e pregador de Florença que, no final do século XV, liderou uma revolta contra o poder em Florença, representado pelos Medici, expulsando-os da cidade e instaurando uma república popular de orientação religiosa. 

Savonarola
Estátua de Savonarola em frente ao Palácio d'Este - Ferrara
Savonarola, revoltado pela vida promíscua dos poderosos, inclusive dos príncipes da Igreja, manteve o poder na cidade por cerca de 4 anos, utilizando-se de sua capacidade oratória e promovendo "fogueiras da vaidade", nas quais eram queimados objetos que representassem a vaidade humana. Nessas ações, obras de valor incalculável, como escritos originais da antiguidade, obras dos maiores nomes no Renascimento e jóias eram deitados ao fogo purificador. Em 1498, após Savonarola haver se recusado a marchar contra os franceses em socorro ao Papa, o revoltoso foi excomungado, afastado do poder, julgado e condenado à morte. Foi enforcado, queimado e teve seus restos jogados no Arno, enquanto os florentinos comemoravam a volta dos Medici ao poder. 
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Márcio Amaro
Il Duomo de Brunelesche
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sábado, 26 de agosto de 2017

As Maravilhas da Toscana

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Toscana é uma região da Itália central com cerca de 3,7 milhões de habitantes e 22 997 km², cuja capital é Florença. Tem limites a noroeste com a Ligúria, ao norte com a Emília-Romagna, a leste com as Marcas e a Úmbria e ao sul com o Lácio. A oeste seus 397 km de litoral são banhados pelo Mar Lígure e o Mar Tirreno. A Toscana administra ainda as ilhas do Arquipélago Toscano, a principal das quais é a Ilha de Elba, famosa por haver abrigado Napoleão Bonaparte em 1814

Militur Viagens, viagens internacionais, turismo internacional, agência de viagens Porto Alegre, Toscana, Florença, Pisa, San Gimignano, Siena, Pistoia, torre de PisaA região é composta por dez províncias as quais comportam poucas centenas de comunas, das mais conhecidas como Pisa, Arezzo e Florença, às mais encantadoras, como Luca, Siena e San Gimignano. A proximidade de Roma permite visitas rápidas às principais cidades da província, contudo, recomenda-se que o viajante que dispuser de um pouco mais de tempo se permita desfrutar das belezas e da tranquilidade bucólica da região. Dentre as inúmeras atrações que a Toscana oferece aos seus visitantes, a mais destacada é, sem dúvida, Florença. Capital da província e principal polo cultural do Renascimento italiano, a cidade ainda preserva seus tesouros históricos em convívio harmônico com uma metrópole dinâmica e economicamente desenvolvida. Mas, sobre Florença, teremos uma publicação específica...

Outras cidades se destacam como polos turísticos na Toscana, atraindo a cada ano milhões de visitantes e fazendo da indústria turística uma das principais fontes de renda da região. A riqueza cultural, as heranças diretas do Renascimento italiano, os magníficos templos e o encantamento que construções medievais exercem sobre um grande número de pessoas são alguns dos motivos que garantem o sucesso da Toscana na atração de um número crescente de visitantes a cada ano.

A seguir, sugerimos algumas cidades que se destacam no Roteiro que propomos para a região:


1) Siena

Militur Viagens, viagens internacionais, turismo internacional, agência de viagens Porto Alegre, Toscana, Florença, Pisa, San Gimignano, Siena, Pistoia, torre de PisaSegundo a mitologia romana, Siena foi fundada por Sénio, filho de Remo, fundador de Roma. Foi um povoamento etrusco e depois colônia romana refundada pelo imperador Augusto. Era, contudo, uma pequena povoação, longe das rotas principais do Império. No século V, torna-se sede de uma importante cidade cristã.
Durante a Idade Média disputou o poder regional com Florença, no contexto das guerras entre guelfos e gibelinos. Apesar de haver conquistado vitórias importantes sobre seus inimigos florentinos, Siena se viu praticamente dizimada pela peste negra em 1318, tendo reduzido drasticamente sua população e ficando impossibilitada de impor-se na complexa estrutura de poder da Itália do medievo, fragmentada em diversas repúblicas inimigas. O revés imposto pela doença limitou seu desenvolvimento fazendo com que hoje a cidade mantenha muito do seu aspecto medieval do século XIV, constituindo-se em uma bela experiência de volta ao passado visitar suas ruas estreitas e suas igrejas centenárias.

Militur Viagens, viagens internacionais, turismo internacional, agência de viagens Porto Alegre, Toscana, Florença, Pisa, San Gimignano, Siena, Pistoia, torre de PisaA cada 2 de julho e 16 de agosto ocorre o famoso Palio di Siena, corrida tradicional de cavalos que se repete desde o século XVII entre representantes dos 18 bairros da cidade. 
Os competidores utilizam trajes típicos e são acompanhados por suas torcidas que possuem estandartes (pálios) e hinos próprios para o estímulo aos atletas. O percurso se resume a três voltas na praça e ganha o cavalo que concluir o itinerário em primeiro lugar, independente se o cavaleiro se encontrar montado ou se tiver caído.


2) San Gimignano

Militur Viagens, viagens internacionais, turismo internacional, agência de viagens Porto Alegre, Toscana, Florença, Pisa, San Gimignano, Siena, Pistoia, torre de PisaA cidade de San Gimignano chegou a ser um importante entreposto comercial no caminho de peregrinos do norte da Europa a caminho de Roma. Atingiu seu apogeu durante o século XII, quando as famílias nobres que dominavam o comércio na cidade ergueram cerca de 72 casa-torre, símbolo de poder e riqueza. Atualmente resistem apenas 14 exemplares destas construções, mas é possível ainda perceber a capacidade artística e técnica do medievo, representada pelas obras espalhadas pela cidade. Assim como Siena, San Gimignano conserva seu centro histórico com a mesma aparência do século XIV, sendo uma das mais bem preservadas cidades muralhadas da Europa.

3) Pisa

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Pisa foi uma das Repúblicas Marítimas do período medieval que disputava poder com as demais cidades-estado italianas. Sua história contudo é muito mais antiga e remonta à conquista grega da península dois mil anos antes de nossa era. Os romanos estabeleceram um importante porto na foz do rio Arno, que na época se localizava a quatro quilômetros da cidade. Em razão da deposição de sedimentos, hoje esta distância foi ampliada para 17 quilômetros. Escavações recentes possibilitaram a descoberta deste porto, com diversas embarcações, incluindo suas cargas intactas. Diversos materiais dos primeiro século de nossa era foram recuperados.

O mais significativo ponto turístico se localiza na Piazza dei Miracoli, sendo composto por três monumentos principais: o Duomo de Pisa, o batistério e a famosa Torre de Pisa, ou Campanile (campanário). O conjunto foi iniciado ainda no século XI, em um período caracterizado por forte expansão econômica da cidade e grandes vitórias militares sobre seus inimigos locais, que garantiram o domínio do comércio marítimo através do Mediterrâneo. Uma nova catedral deveria ser construída para representar toda a opulência da cidade que se auto-proclamava Nova Roma. 

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Militur Viagens, viagens internacionais, turismo internacional, agência de viagens Porto Alegre, Toscana, Florença, Pisa, San Gimignano, Siena, Pistoia, torre de PisaA Torre de Pisa, que tornou a cidade mundialmente famosa é uma torre sineira de cerca de 56 metros que começou a ser construída em 1173 e levou em torno de dois séculos para ser concluída. Durante este período, a obra foi interrompida por cem anos, em virtude dos constantes combates entre Pisa e Luca, Gênova ou Florença. Este período de interrupção nas obras possibilitou o ajuste do solo instável e fez com que a torre não ruísse, apenas fosse se inclinando lentamente ao longo dos séculos. Segundo a tradição, teria sido do alto da torre que Galileu Galilei teria realizado sua experiência com balas de canhão, comprovando que a massa não interfere na velocidade de descida dos corpos em queda livre. Após trabalhos de manutenção e estabilização realizados no final do século XX, a torre foi declarada estável por pelo menos mais três séculos.


4) Pistóia

Militur Viagens, viagens internacionais, turismo internacional, agência de viagens Porto Alegre, Toscana, Florença, Pisa, San Gimignano, Siena, Pistoia, torre de PisaA cidade de Pistóia não tem suas origens perfeitamente documentadas, sabe-se que esteve sob o domínio de lígures e posteriormente de etruscos, antes de ser conquistada pelos romanos. Um dos mais cruéis senadores romanos, sobre o qual não temos bons relatos - Catilina - morreu na cidade, após ser combatido e perseguido por sua própria Pátria. As catilinárias, célebres discursos de Cícero, denunciando o conspirador,  nos informam sobre suas tentativas de dominar a república e derrubar o senado - Quo usque tandem abutere, Catilinia,  patetntia nostra? - Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência? - Assim iniciavam as famosas acusações de Cícero.
Durante o medievo, a cidade esteve envolvida nos conflitos que opunham o Sacro Império ao poder da Igreja, sendo aliada de Pisa e Siena na liga gibelina. Na primavera de 1306, após 11 meses de cerco, a cidade se rende a seus inimigos florentinos, pendendo sua autonomia. A partir desta data, Pistóia nunca mais retornaria a sua posição de destaque econômico, permanecendo à sombra de seus antigos oponentes guelfos.
Pistóia esteve intimamente relacionada com o nosso país durante a campanha brasileira na Segunda Guerra Mundial. Do posto de comando estabelecido na cidade, a Força Expedicionária Brasileira partiu para suas históricas conquistas frente ao poderoso exército alemão, conquistando posições nas alturas de Colechio, Fornovo, Monte Prano, Monte Castello entre outros. Ainda é mantido na cidade o monumento votivo em homenagem aos bravos brasileiros que tombaram em solo italiano em defesa da liberdade. 

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Monumento Votivo Militar Brasileiro em Pistóia 
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